A escuridão às vezes permeia nossa vida. Falta de rezar, vão dizer. Minha mãe diria. Mas às vezes sou impelido a fazer alguma coisa que não devia. Uma empolgação sem razão, sem freio, sem nexo, como um cachorro perseguindo um carro, um cachorro otário, diria Cazuza. Dessas coisas vazias, enchemos nossos espíritos pra relaxar da estressante rotina de trabalho e vida, com suas tarefas enfadonhas e repetitivas que nos permeiam a vida, a inquietude que nos arrasta e as restrições que espremem a vida num mundo tão grande à uma ínfima parcela medíocre de terra. Às vezes um avião pra aqui ou acolá. Uma praia, uma cerveja, um sundae, ovo que não pode mais ser como na gemada da infância ou quente no café da manhã. Estava a culpar alguém por meus destinos, mas a mim mesmo espero retroagir a verdade mas que de nada serve.
Hoje foi um dia mais que normal, depois de inventários e rotinas estressantes, acreditem que hoje enrolei. Fugi das reuniões de piso, fui pra casa cedo, tentei fazer um trabalho e depois vim pra escola. Comprei dois chocolates pros meus filhos. Estou fazendo a coisa errada de recompensá-los por tirar notas boas na escola. Ganham sempre uma surpresa se ficarem a um ponto ou fecharem provas. Também dou dinheiro a eles se lerem dois livros por mês.
É mais fácil com a Carolina, que tem certo gosto pela leitura, mas o André não e como ele, apesar da recompensa monetária, foi necessária uma ameaça de cortar o playstation.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
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